António Costa: “Pode ser possível ir mais além” dos 900 euros no salário mínimo

Depois de prometer uma subida gradual do salário mínimo nacional que poderia chegar aos 900 euros ao longo dos próximos quatro anos, António Costa admite agora poder "ir mais além".
24 Janeiro 2022

O primeiro-ministro e secretário-geral do PS, António Costa, já tinha prometido, no seu programa eleitoral, que o salário mínimo nacional poderia chegar aos 900 euros até 2026. Agora, numa entrevista à Renascença, o governante revelou que esse valor poderá ser ultrapassado. “Pode ser possível ir mais além”, admitiu, esta segunda-feira.



O primeiro-ministro esclareceu que aumentar os 900 euros é uma possibilidade, porque “muitos empresários dizem que temos de dar um salto relativamente ao salário mínimo”.

“Tive uma reunião com empresários e alguns disseram que, pelo menos, mil euros devia ser o nível do salário mínimo nacional. O nosso compromisso são os 900 euros, mas obviamente desejaríamos que, no acordo que está em negociação em sede de Concertação Social, pudesse ir mais além. Se pudermos ir mais além, vamos mais além”, admitiu Costa.

Atualmente, o salário mínimo nacional fixa-se nos 705 euros mensais, depois de atualização em 40 euros entre 2021 e 2022.

Plano eleitoral socialista diz que objetivo é “pelo menos os 900 euros”

Recorde-se que, nas linhas gerais do plano eleitoral socialista, é dito que o “Governo do PS promoverá as negociações necessárias em sede de Concertação Social para um Acordo de médio prazo (2022/2026) de melhoria dos rendimentos, dos salários e da competitividade e onde conste a trajetória plurianual de atualização real do salário mínimo nacional, de forma faseada, previsível e sustentada, evoluindo em cada ano em função da dinâmica do emprego e do crescimento económico”.

A intenção é de “atingir pelo menos os 900 euros em 2026, a criação de um quadro fiscal adequado para que as empresas assegurem, a par da criação de emprego líquido, políticas salariais consistentes em termos de valorização dos rendimentos, centrado na valorização dos salários médios”, indica o plano eleitoral do PS, anunciado no início de janeiro.



As eleições antecipadas estão marcadas para dia 30 de janeiro e António Costa tem pedido uma maioria absoluta que diz ser a garantia de uma “estabilidade”. Perante essa maioria absoluta pouco provável, de acordo com o que têm revelado as sondagens, a coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins já anunciou estar disponível para uma “reunião” no dia 31 de janeiro com o político socialista por forma a chegarem a acordo por quatro anos.

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