Crianças em zonas de maior vegetação têm menor sensibilidade alérgica

E quem o diz são os investigadores do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP).
03 Setembro 2021

Os investigadores do ISPUP concluíram que as crianças que vivem em zonas com maior espaço verde possuem menos probabilidade de contraírem alergias, culpando a exposição a espaços do género como protetora do desenvolvimento de doenças.

Inês Paciência, uma das investigadores presentes neste estudo, que foi publicado na revista Science of Total Environment, afirma, à Lusa, que o estudo tinha como objetivo “avaliar a quantidade de vegetação e proximidade a rios e mar em redor das habitações das crianças e o desenvolvimento de sensibilização alérgica”.

A investigação teve a participação de 730 crianças residentes na Área Metropolitana do Porto e teve em consideração duas perspectivas: “a quantidade de vegetação e proximidade aos rios e ao mar ao longo do tempo, desde que as crianças nasceram até aos seus 10 anos” e “uma avaliação da sensibilidade alérgica das crianças aos 10 anos”.

Para avaliar os espaços verdes e azuis, foram utilizadas imagens de satélite e do atlas da água. Para avaliar a sensibilidade alérgica das crianças, foi necessário uma avaliação física e outra clínica, que envolveria recolhas de amostras de sangue.

A conclusão, salienta Inês, é “que as crianças que vivem numa zona ou área com maior quantidade de vegetação nos 500 metros ao redor das suas habitações têm uma menor sensibilidade alérgica quando em comparação com as que vivem numa zona de menor quantidade de vegetação”.

A investigadora defende, assim, a necessidade de um planeamento urbano que envolva a construção de mais espaço verde, de preferência, perto de zonas residenciais, sendo que estas “têm um efeito protetor”.

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