Enquanto invadem o país soldados russos seduzem mulheres ucranianas no Tinder

A notícia foi confirmada pelo "The Sun", que falou com Dasha Synelnikova, umas das mulheres abordadas online pelas tropas russas.
01 Março 2022

Diversas mulheres ucranianas depararam-se com mensagens de soldados russos no Tinder, a 22 de fevereiro, segundo o “The Sun”.
Só Dasha Synelnikova, uma produtora de vídeo com 33 anos, deu match com cinco soldados inimigos — identificados como Andrei, Alexander, Gregory, Michail e “Black”, que estavam a supostos 32 quilómetros de distância.


“Na verdade, moro em Kiev, mas mudei a minha localização para Kharkiv depois que um amigo me disse que havia tropas russas em todo o Tinder”, confessou ao tablóide.

Os soldados terão mesmo divulgado as suas posições militares, durante o flirt. Em simultâneo, as forças reunidas a norte de Kharkiv eram ameaça de um ataque iminente (que se viria a confirmar), de acordo com oficiais da inteligência militar ucraniana.


Ainda que não tenha achado nenhum dos pretendentes atraentes, e de garantir que “nunca consideraria dormir com o inimigo”, a curiosidade foi mais forte e, depois de arrastar para a esquerda e rejeitar uns quantos homens, Synelnikova chegou mesmo a trocar mensagens com um deles. “Foi engraçado, mas assustador ao mesmo tempo, sabendo que estavam tão próximos”, afirmou.

Andrei, 31 anos, que se apresenta ao mundo com fotografias em que exibe um fuzil Kalashnikov e aparece trajado com equipamento de combate completo e capacete, foi o tal soldado que chamou a atenção da ucraniana.

Quando Dasha lhe perguntou se estava em Kharkiv, ele respondeu encontrar-se a 80 quilómetros. Sobre planos para visitar o país, comentou “que iria com prazer, mas os russos não são bem-vindos na Ucrânia desde 2014 [ano em que teve lugar um outro conflito entre as duas nações que culminou na anexação da Crimeia pela Rússia]. À pergunta mais importante isto é, se era um soldado, Andrei respondeu com um GIF de Jim Carrey que parecia dizer “oops”.


Antes deste diálogo, o militar já tinha dito que era natural de Belgorod e que visitava Kharkiv frequentemente. “Gostava tanto de lá ir que até queria comprar um apartamento”, segundo a ucraniana.

Andrei também revelou “adorar viajar para a Ásia, em particular para a Tailândia, mas agora é difícil”. “Eu quero viajar para a Europa, mas conseguir o visto é difícil porque ninguém gosta da Rússia no momento”.

Dasha também se cruzou com Alexander, 29, que surgia de boina enquanto Gregory, 25, exibia o seu relógio militar. Houve ainda um militar russo que dizia trabalhar no “Ministério de Assuntos Internos da Federação Russa”.


“Estes homens são como todos as outras pessoas no Tinder — eles querem amor ou companheirismo”. Dasha conclui: “É difícil imaginar que eles possam estar a vir para aqui para nos atacar. Espero que não aconteça”.


De acordo com a NIT, todas as interações terão acontecido antes de as tropas russas ordenarem que os soldados desligassem os telefones — o que entretanto já aconteceu.

Fonte: NIT

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