Escolas japonesas proíbem as alunas de usar rabo de cavalo

No Japão, existem escolas que não deixam que as alunas usem rabo de cavalo por atrair a atenção do sexo masculino.
16 Março 2022

No Japão centrou-se uma polémica em volta de algumas escolas japonesas que proibiram as alunas de utilizar rabos de cavalo. Isto porque, segundo aqueles que acham o penteado desadequado para ambientes escolares, expõe a cabeça das alunas, o que pode despertar uma atenção mais sexual dos rapazes.


Esta regra faz parte de outras tantas impostas nas escolas japonesas que ditam a “cor da roupa interior” e o “comprimento das meias dos alunos”.

O site “VICE World News” esteve à conversa com um antigo professor do ensino médio japonês que confidenciou que já deu aulas em cinco escolas diferentes e todas elas proíbem a utilização do rabo de cavalo. Esta confidência deu origem a muitas críticas à regra e chegou aos jornais de várias partes do mundo.


Atualmente, o professor Motoki Sugiyama está a expor as exigências feitas aos estudantes ao mesmo tempo que apela às escolas para que abandonem “as regras que são datadas, completamente sexistas ou que inibem a auto-expressão de uma criança.”

Na entrevista que realizou ao mesmo site, o professor garante que sempre rejeitou “estas regras, mas porque há tanta falta de crítica e se tornou tão normalizada, os estudantes não têm outra escolha senão aceitá-las”.


Nas escolas, os regulamentos severos, conhecidos como buraku kōsoku, remontam à década de 1870, quando o “governo japonês estabeleceu, pela primeira vez, um sistema de educação regulamento”, de acordo com o site “VICE World News”. Ao que parece, nessa altura, as regras apertadas serviam para reduzir a violência nas escolas. Com o passar dos anos, algumas escolas foram alterando essas regras, mas existem outras em que tudo se mantém igual.

ÚLTIMAS

Share This