Falta de água está a revelar aldeias antigas e monumentos em Espanha

Um dólmen, uma necrópole e uma igreja que estavam submersos estão agora visíveis.
02 Setembro 2022

A falta de água em barragens e albufeiras espanholas deixou à vista algumas construções que habitualmente estariam submersas, criando um “turismo de seca”, à semelhança do que acontece em Portugal com a aldeia Vilarinho das Furnas.

A necrópole.

Segundo a NIT, são diversos os casos conhecidos de monumentos, aldeias e edifícios antigos que voltam a ficar expostos devido à descida do nível das águas de barragens, rios e lagos. O fenómeno está a atingir uma dimensão significante em Espanha. Na Andaluzia, por exemplo, a falta de água na maior albufeira da região permite agora ver uma necrópole celtibera e algumas ruínas romanas que estão atrair muitos turistas.

Já na cidade de Cáceres, na paisagem da Barragem de Valdecañas, emergiu um monumento pré-histórico, conhecido como Dólmen de Guadalperal. Descoberto em 1926, ficou submerso em 1963 na sequência da construção de uma barragem. Até agora, este monumento megalítico, caracterizado por, pelo menos, duas enormes pedras colocadas na vertical, só voltou a estar à superfície em quatro ocasiões.

A barragem de Sau, na Catalunha, também sofreu uma descida do nível da água e deixou à vista uma igreja com cerca de mil anos. O monumento encontra-se a 23 metros de profundidade e está submerso há seis décadas. A última vez que esteve exposta foi em 2005, também numa situação de seca extrema em Espanha.


A Igreja de Sant Romà de Sau, de estilo românico lombardo, assim como todos os outros monumentos que têm emergido estão a ser visitados por diversos turistas e no futuro é possível que se comecem a ser organizadas visitas guiadas aos mesmos.

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