Gripe das aves volta a ser detetada em Portugal

Foi confirmado um novo foco de infeção por vírus da gripe aviária numa exploração de detenção caseira com galinhas, perus e patos, em Beja.
13 Agosto 2022

“No dia 11 de agosto, foi confirmado um novo foco de infeção por vírus da gripe aviária numa exploração de detenção caseira com galinhas, perus e patos, na freguesia de S. Marcos de Ataboeira, concelho de Castro Verde, distrito de Beja“, avançou esta sexta-feira, dia 12 de agosto a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV).


Em junho, Portugal recuperou o estatuto de país livre da gripe aviária de alta patogenicidade (GAAP), depois de ter somado 20 focos de infeção.

Segundo a DGAV, foram implementadas medidas de controlo. A inspeção do local, abate dos animais afetados, bem como a inspeção e notificação das explorações com aves nas zonas de proteção, num raio de três quilómetros em redor do foco, e de vigilância, num raio de 10 quilómetros, são algumas das medidas.

Recorde-se que os sintomas da gripe aviária são parecidos com os da gripe comum e geralmente começam a aparecer de dois a oito dias após o contato com o vírus. Os principais sintomas incluem: dor de garganta, febre acima de 38°C, dor no corpo, mal-estar geral, calafrios, fraqueza, dor abdominal, tosse seca, espirros e secreção nasal.

A DGAV pediu que todos os detentores de aves cumpram as medidas de segurança e as boas práticas de produção, evitando também os contactos entre aves domésticas e selvagens.


Em Portugal, o primeiro foco de gripe aviária foi detetado em 30 de novembro de 2021, numa capoeira doméstica, em Palmela, distrito de Setúbal.

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