Homem absolvido 37 anos depois de estar preso por crime que não cometeu

A Procuradoria da Filadélfia está envolvida no polémico caso.
28 Janeiro 2022

Depois de cumprir 37 anos de prisão por um crime que não cometeu, um homem, de 61 anos, saiu em liberdade.

A Procuradoria da Filadélfia, EUA, terá utilizado provas falsas para incriminar Willie Stokes.



Agora em liberdade, o homem acusa a cidade de “má conduta policial”, tendo entrado com um processo em tribunal.

O caso remonta a 1984, quando uma testemunha contou às autoridades que Stokes lhe tinha confessado o crime.



Foi em 2015 que se descobriu que a testemunha em questão tinha sido ameaçada e subornada pela polícia de Filadélfia para depor contra o homem.

Apesar desta pessoa ter sido acusada de perjúrio, as queixas contra Stokes nunca chegaram a ser retiradas.

A agência de notícias Associated Press avança que Franklin Lee, a testemunha, já estava detido na sede da polícia quando lhe foi pedido que acusasse Willie num caso de homicídio que ainda estava por resolver.



Stokes acabou por ser condenado a prisão perpétua depois de Lee o ter identificado como o autor do crime e ter revelado a sua suposta confissão.

Ao sentir-se mal por acusar um homem inocente, Lee voltou com a sua palavra atrás dias depois do julgamento e chegou a ser acusado de perjúrio pela Procuradoria de Filadélfia de perjúrio, mas nada foi feito em relação à ‘vítima’.

“Não quis acreditar. Não acreditava que eles [a Procuradoria] deixariam algo assim acontecer – que eles sabiam e não me contaram”, disse Stokes sobre o dia em que soube da acusação, em 2015, quando já tinha cumprido 30 anos.



Apesar dos dois detetives já terem morrido, dois dos procuradores estão vivos, mas um diz não se lembrar do caso.

Em dezembro de 2021, a condenação de Stokes foi anulada pelo tribunal federal e esta quinta-feira foram retiradas todas as acusações contra si.

“Após uma análise completa e independente, o tribunal federal determinou que o senhor Stokes foi vítima de uma violação dos seus direitos constitucionais e estamos convencidos de que a decisão do tribunal federal estava correta”, considerou o Ministério Público.

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