Homem viveu com cadáver da mulher durante meses. “Amava-a demais”

Embora estivesse em avançado estado de decomposição, o corpo estava limpo e enrolado num lençol.
07 Fevereiro 2022

Está a ser investigado por um crime de ocultação de cadáver, um homem italiano, de 64 anos, por manter o cadáver da sua mulher, de 90 anos, no sofá de casa durante três meses.



De acordo com o próprio, “amava-a demais” e “não queria” separar-se.


Segundo avançou o jornal italiano Il Messaggero, o caso tornou-se conhecido após as autoridades serem chamadas à residência, em Roma, devido a um “forte odor”. O corpo da idosa estava já em avançado estado de decomposição, mas limpo e envolvido num lençol.

“Ela está aqui, no sofá, amava-a demais e não queria separar-me dela. Queria tê-la sempre ao meu lado, dormir ao lado dela”, afirmou o homem, justificando que não sabia da obrigatoriedade de denunciar a morte.


O homem pediu ainda ao Ministério Público para estar presente durante a autópsia, mas o pedido foi negado e o Procurador do caso estará a ponderar submeter o viúvo a exames psiquiátricos para saber o porquê de manter o corpo durante meses.


Além de apurar a causa da morte, que, nos exames preliminares, parece ter sido natural, as autoridades investigam também se a mulher, uma antiga professora de francês, recebia reforma ou alguma pensão e se o homem, escritor, continuou a receber o dinheiro após a sua morte.

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