José Cid celebra 80 anos: “Canto sempre como se fosse morrer no dia a seguir”

O músico vencedor de um Grammy Latino celebra hoje 80 anos.
04 Fevereiro 2022

José Cid, com mais de meio século de carreira, faz esta sexta-feira 80 anos. O artista homenageado com um Grammy Latino em 2019 “por excelência musical” e cuja discografia inclui álbuns icónicos como “10.000 Anos depois entre Vénus e Marte” (1978), considerado uma das referências do rock progressivo, tem na música uma paixão desde a infância.



Numa entrevista ao SAPO Mag em 2015 confessa, “Diziam que eu era uma criança prodígio porque com 4 ou 5 anos cantava as músicas… sem ninguém me ter ensinado. Aquela vontadinha de criança era cantar na rádio”.

Nascido a 4 de fevereiro de 1942, na Chamusca, José Cid representou Portugal no Festival da Eurovisão, em 1980, com “Um Grande, Grande Amor”, classificando-se em 7.º lugar. No ano anterior, classificou-se no 3.º posto no festival da OTI, com “Na Cabana Junto à Praia”.



Em 1975, levou a canção “Ontem, Hoje e Amanhã” ao Festival Yamaha de Tóquio, no qual foi distinguido com o Most Outstanding Performance Award.

A SPA entregou-lhe o Prémio Consagração de carreira em 2009 e, na altura, proclamou-o omo “um dos mais populares nomes de sempre da música portuguesa, triunfador de vários festivais em Portugal e no estrangeiro, e autor de alguns dos maiores êxitos musicais das últimas décadas”.


Em 2016, venceu o Prémio Pedro Osório, que distinguiu o álbum “Menino Prodígio” e “o grande êxito da sua carreira em palco e em estúdio”.

Quando recebeu o Grammy Latino, em 2019, a Academia Latina da Gravação frisou que “adaptou sem esforço a influência da música popular ao estilo original do pop-rock português. Em 1956, o surgimento da sua banda de versões, Os Babies, marcou um momento de ‘antes e depois’ para o pop-rock em Portugal”.



Em entrevista ao SAPO Mag, o cantor admitiu que canta “sempre como se fosse morrer no dia a seguir”. “A minha entrega em palco é tal que canto sempre como se o mundo fosse acabar no dia a seguir. Canto sempre como se fosse morrer no dia a seguir”, sublinhou. “O que vai limitar a minha paragem será voz. Não me vou arrastar vocalmente pelos palcos”.

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