Morreu referência da crítica literária

O escritor português deixa um legado inegável.
31 Janeiro 2022

Este sábado fica marcado pela morte de Júlio Conrado.

O escritor perdeu a vida aos 85 anos, na sequência de um acidente vascular.

A partir das 09:30 desta segunda-feira, o corpo estará em câmara quente na capela mortuária da igreja de Santo António do Estoril.


O funeral está marcado para as 17:30h, no Centro Funerário de Alcabideche, em Cascais.

A agência LUSA avança com um breve resumo do percurso desta figura que agora se eterniza em Portugal:

“Bancário de profissão, Júlio Conrado começou cedo a dedicar-se à escrita, sobretudo à crítica literária.


Integrou o corpo redatorial do jornal A Nossa Terra e, depois, o do Jornal da Costa do Sol, no qual dinamizou a página de crítica literária Texto e Diálogo, tendo vindo a ser diretor do jornal, por pouco tempo.

Nascido em 26 de novembro de 1936, em Olhão, Júlio Conrado foi viver para Carcavelos aos três anos.



Integrou várias entidades de índole literária como a Associação Portuguesa de Escritores, o Pen Club Português, o Centro Português da Associação Internacional dos Críticos Literários e a Associação Portuguesa dos Críticos Literários.

Após a aposentação, foi convidado para colaborar, como diretor executivo, na Fundação D. Luís I, onde coordenou a revista de cultura e pensamento Boca do Inferno.




Das dezoito obras publicadas, constam “As pessoas de minha casa”, “Era a Revolução”, “Barbershop”, “O corno de oiro”, “O deserto habitado”, “Turbulência na academia do amor”, “Gente do metro”, “Maldito entre as mulheres”, “De mãos no fogo” e “Desaparecido no Salon du Livre”.

Após a aposentação, foi convidado para colaborar, como diretor executivo, na Fundação D. Luís I, onde coordenou a revista de cultura e pensamento Boca do Inferno.

Das dezoito obras publicadas, constam “As pessoas de minha casa”, “Era a Revolução”, “Barbershop”, “O corno de oiro”, “O deserto habitado”, “Turbulência na academia do amor”, “Gente do metro”, “Maldito entre as mulheres”, “De mãos no fogo” e “Desaparecido no Salon du Livre”.



Reuniu as suas críticas em “Olhar a escrita” (1987) e “De tempos a tempos” (2008), com que comemorou 45 anos de vida literária.

Escritor e crítico literário, publicou o primeiro livro em 1963 e o primeiro ensaio literário na imprensa de âmbito nacional em 1965.



Tem colaboração dispersa no Jornal de Notícias, Diário de Lisboa, O Século, A Capital e República.

Durante vários anos assegurou o balanço literário no jornal O Século.

Exerceu crítica literária na Vida Mundial, no Diário Popular, no Jornal de Letras e na revista Colóquio Letras”.

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