Ómicron “não será a última variante de preocupação”

O aviso é feito pela Organização Mundial de Saúde.
07 Janeiro 2022

A líder técnica de resposta à covid-19 na OMS, Maria Van Kerkhove, afirmou que a Ómicron “Não será a última variante de preocupação”.



Numa videoconferência de imprensa, a epidemiologista realçou, numa referência à Delta e à Ómicron, que “as variantes estão a competir e a evoluir”. A vacinação, que previne a doença grave e a morte, e as medidas de saúde pública, como o uso de máscaras, o distanciamento físico e a lavagem frequente das mãos, são as melhores formas de travar as oportunidades de o vírus circular e originar novas estirpes, mais ou menos severas.

Também o diretor-executivo do Programa de Emergências em Saúde da OMS, Mike Ryan, afirmou que “Há ainda muitas oportunidades para o vírus se espalhar e gerar novas variantes”.



“Equidade, equidade, equidade”, insistiu, momentos antes, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, reiterando que o fim da pandemia da covid-19 depende da igualdade no acesso às vacinas. Ghebreyesus voltou a lembrar que há países, sobretudo os mais pobres, que continuam com baixas taxas de vacinação, por falta de acesso a vacinas, traduzindo-se essa realidade no aparecimento de novas variantes do vírus, além de mais casos de doença grave e mortes.

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