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Mudança foi a palavra da noite autárquica

O grande vencedor da noite foi o PS. Apesar de ter perdido algum terreno em Lisboa, Portugal continua a sorrir ao partido de Esquerda.
27 Setembro 2021

O panorama nacional político esteve em prova ontem, com os vários partidos a tentarem, através de eleições autárquicas, a sua sorte nos diversos distritos, concelhos e freguesias do país.

Com o movimento tetra-anual das placas tectónicas da política portuguesa, o PS sai, definitivamente, por cima. Apesar de, e já confirmaremos isso, um resultado menos conseguido em Lisboa, o partido encabeçado por António Costa conseguiu mostrar domínio a nível nacional, com 34,35% da votação.

  • Em Lisboa, os resultados foram polémicos, para dizer o mínimo:

No concelho de Lisboa, particularmente, vimos a coligação de PSD/CS/A/MPT/PPM (34,25%), encabeçado por Carlos Manuel Félix Moedas, a, de forma surpreendente, destronar o PS (33,30%), de Fernando Medina. A CDU (10,52%) estabeleceu-se com a terceira força neste concelho, com BE (6,21%) e o CHEGA (4,41%), respetivamente, logo a seguir.

Outro choque político no distrito deu-se no concelho de Loures, com o PS (31,52%), de Ricardo Leão, a tirar o lugar da CDU (29,05%), historicamente forte em Loures, como principal força política no concelho. O PSD (14%) surge em terceiro.

Em OeirasIsaltino Morais (50,86%) continua o seu legado político na zona, ao conseguir, de novo, a câmara de Oeiras. O PS (10,52%) estabelece-se como segunda força neste concelho, com a coligação PSD/MPT (7,91%) a assumir a terceira posição.

Em Cascais, a coligação PSD/CDS (52,55%) dominou a narrativa, com o PS/PAN/L (21,62%) a assumir a segunda posição, seguidos pelo CHEGA (7,42%).

Na Amadora, o PS (43,88%), encabeçado por Carla Tavares, levou a melhor sobre a coligação PSD/CDS/A/MPT/PDR (24,55%) e sobre a CDU (9,93%).

Em Sintra, o PS (35,29%) mostra-se, apesar de tangencialmente, como a força maior no concelho. A coligação PSD/CDS/A/MPT/PDR/PPM/RIR (27,52%) conseguiu, ainda assim, se colocar como segunda força política, com o CHEGA (9,08%) a assumir-se como a terceira.

Na Azambuja, vence Silvino José Silva Lúcio, cabeça do PS (39,76%). A coligação PSD/CDS/MPT/PPM (25,74%) segura a segunda posição, com a CDU (14,15%) a completar o top 3 de forças políticas do concelho.

Em Odivelas, o PS (44,84%)de Hugo Martins, conseguiu a maioria absoluta. Como tem sido hábito no distrito de Lisboa, a segunda força é, também aqui, o PSD/CDS/A/MPT/PDR/PPM/RIR (20,13%).CDU (10,83%) assume a terceira posição.

  • Vamos agora, então, um pouco mais a sul, ao distrito de Setúbal:

Em Almada, o PS (39,87%), pelas segundas eleições autárquicas consecutivas, conquista a câmara. Num concelho que se mostraria, até 2017, predominantemente, da CDU (29,69%), o povo almadense mostra querer manter a liderança, dando, mais uma vez, o voto de confiança ao partido liderado por Inês de Saint-Maurice Esteves de Medeiros Victorino de Almeida. O PSD/CDS/A/MPT/PPM (10,71%) vem em terceiro lugar nas preferências de voto.

No Seixal, a história mantém-se, por sua vez. O CDU (37,74%) mostra-se dominante, ao reconquistar todas as freguesias que já, antes, tinha. O PS (30,86%) perde terreno, comparativamente a 2017, e o PSD (9,31%) mantém-se discreto, naturalmente, não fosse este concelho predominantemente de Esquerda.

No Barreiro, a maioria absoluta é do PS (56,68%), num resultado histórico para o concelho, ao aumentar a vantagem relativamente à CDU (23,43%) que conseguira em 2017. O PSD surge, de novo, na terceira posição política.

Em Sesimbra, CDU (34,99%) vence as autárquicas, de novo, com o PS (30,67%) logo a seguir. A terceira força política do concelho é do CHEGA (9,04%).

Montijo é do PS (37,76%), com o PSD/CDS/A (25,89%) a assumir-se como segundo força, seguido da CDU (16,30%).

Palmela mantém o registo de domínio da CDU (31,42%) no distrito, com o PS (23,78%) na alçada e o MCCP (14,33%) a vir, de seguida.

  • Em Santarém, e falemos, agora, dos municípios mais relevantes, a direita mostra-se um pouco mais forte, apesar da vitória, notável, do PS:

Visto que, a começar logo pelo concelho de Santarém, o PSD (37,42%) leva a câmara, ao bater o PS (33,26%) e o CHEGA (7,93%), a alcançar um distinguido terceiro lugar.

No Cartaxo, a mesma situação se denota, mas, aqui, com uma maior vantagem do PSD (46,58%). Não surgem, também, diferenças, em relação ao concelho de Santarém, no top 3. PS (29,03%) no segundo lugar, com CHEGA (8,64%), no seu encalce

Em Benavente, e muito graças à população de Samora Correia, o CDU (32,96%) vence a câmara. PSD (25,77%) PS (18,19%) ficaram, respetivamente, na segunda e terceira posição, aos olhos dos eleitores.

Coruche mostra o porquê do PS (50,50%) ter dominado o distrito. A CDU (23,20%) leva, no entanto, uma das freguesias. O PSD (15,18%) surge, aqui, como terceira força política.

abstenção foi de 46,23% a nível nacional, um dos valores mais elevados que temos em registo.

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